Astronauta da missão Artemis II relata crateras brilhantes na Lua durante sobrevoo
A missão Artemis II sobrevoou a Lua por sete horas, revelando crateras brilhantes e uma visão mais intensa do satélite e da Terra. Os astronautas enfrentaram desafios como fadiga ocular, mas alcançaram um marco histórico de distância no espaço. Após passar pelo lado oculto da Lua e ficar temporariamente sem comunicação, a espaçonave Orion iniciou o retorno seguro à Terra.
Durante o sobrevoo de sete horas ao redor da Lua, os tripulantes da missão Artemis II, a bordo da espaçonave Orion, compartilharam novas percepções sobre nosso satélite natural. A astronauta da Nasa, Christina Koch, relatou que as crateras da Lua estavam brilhando de maneira surpreendente.
Segundo Koch, as crateras mais novas e brilhantes, algumas delas pequenas, se destacavam como abajures com minúsculos furos, permitindo a passagem da luz. A tripulação também observou que a Lua parecia maior do que o habitual, tornando a visão da Terra mais vívida e brilhante.
Desafios operacionais no espaço
O astronauta Victor Glover mencionou os desafios enfrentados durante a missão, incluindo a fadiga ocular ao alternar entre a visão do brilho intenso da Lua e a escuridão da cabine para operar equipamentos. A experiência única proporcionou aos tripulantes uma nova perspectiva da Lua, estabelecendo um recorde de distância percorrida por humanos no espaço.
Retorno à Terra após feito histórico
Após completar o sobrevoo pelo lado oculto da Lua, a missão Artemis II iniciou a trajetória de retorno à Terra. A cápsula Orion superou com sucesso o ponto mais próximo da superfície lunar e agora segue o caminho de 'retorno livre', que a levará de volta ao planeta de forma natural.
Durante a passagem pelo lado oculto, a tripulação ficou temporariamente incomunicável, conforme planejado, sendo restabelecida a comunicação com a Terra assim que a espaçonave reapareceu. 'É tão bom ouvir a Terra novamente', expressou Christina Koch após a conexão ser restabelecida.
