Governo Lula eleva imposto de importação em até 25% sobre mais de mil itens
O aumento do imposto de importação anunciado pelo governo Lula foi oficializado no início de fevereiro de 2026, por meio de uma resolução publicada pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) em 4 de fevereiro de 2026. Parte das novas alíquotas passou a valer em 6 de fevereiro de 2026, e o restante entraria em vigor a partir de 1º de março de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma alteração na política de importações: o Imposto de Importação (II) sobre cerca de 1.200 produtos foi elevado, com alíquotas que podem chegar a até 25% em determinados itens importados.
O que muda
-
A medida aumenta a tarifa de importação em alíquotas que vão de 7,2% até 25%, dependendo do produto.
- Foram alterados impostos sobre mais de mil produtos industrializados, especialmente ligados à tecnologia e bens de capital.
- Parte das mudanças já começou a valer em início de fevereiro de 2026, com outras programadas para entrar em vigor em março.
Itens e setores afetados
Entre os produtos que tiveram o imposto majorado estão:
- Smartphones, notebooks e equipamentos de informática;
- Máquinas industriais e equipamentos de tecnologia;
- Painéis eletrônicos e outros itens ligados à eletrônica de consumo.
Objetivos do governo
Segundo o Ministério da Fazenda, a elevação das alíquotas tem dois objetivos principais:
- Proteger a produção nacional diante da crescente importação de bens que competem com a indústria brasileira.
- Aumentar a arrecadação pública, com estimativa de gerar cerca de R$ 14 bilhões a mais para os cofres do governo.
Repercussões e críticas
Economistas e setores empresariais observam que:
- A tarifa mais alta pode elevar os preços ao consumidor final, especialmente em tecnologia.
-
Empresas que dependem de tecnologia e peças importadas podem enfrentar custos maiores e menor competitividade.
-
Alguns setores destacam o risco de redução de investimentos em modernização industrial.
A medida faz parte de um conjunto de ações da equipe econômica do governo Lula, liderada pelo ministro da Fazenda, para fortalecer a indústria nacional e equilibrar as contas públicas em um cenário de pressão fiscal e desaceleração econômica.
