TECNOLOGIA

Starlink Mobile é liberada no Brasil e pode chegar aos celulares ainda em 2026

Autorização de frequências representa um passo importante para a tecnologia, que poderá conectar smartphones diretamente aos satélites em regiões sem cobertura de telefonia convencional; lançamento comercial ainda não tem data confirmada.

Starlink Mobile é liberada no Brasil e pode chegar aos celulares ainda em 2026
Divulgação/SpaceX

A conexão direta entre celulares e satélites da Starlink deu um novo passo no Brasil. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, em 9 de outubro de 2026, a destinação de frequências na banda S para a empresa viabilizar serviços de comunicação direta com dispositivos móveis, tecnologia conhecida como Direct-to-Device (D2D).

A decisão abre caminho para a expansão da Starlink para além da internet via antenas instaladas em residências e estabelecimentos. Com a nova tecnologia, a proposta é permitir que smartphones compatíveis se comuniquem diretamente com satélites, sem a necessidade de uma antena externa.

A medida, entretanto, não representa o início imediato das operações comerciais. A disponibilidade para os consumidores ainda depende de etapas regulatórias, técnicas e comerciais. As informações foram divulgadas pela imprensa especializada em telecomunicações, incluindo a TELETIME e a Data Center Dynamics.

Como vai funcionar a Starlink Mobile?

Diferentemente do serviço tradicional da Starlink, que utiliza uma antena para receber o sinal de internet, a tecnologia Direct-to-Device pretende levar a conectividade diretamente ao celular.

Os satélites funcionam como uma extensão da rede móvel, permitindo a comunicação em locais onde o sinal das operadoras convencionais é inexistente ou insuficiente.

A tecnologia poderá beneficiar moradores de áreas rurais, comunidades isoladas, motoristas em rodovias, trabalhadores do campo e pessoas que precisam de comunicação em regiões remotas.

A oferta de serviços dependerá da capacidade da rede, dos aparelhos compatíveis e das condições de operação autorizadas no país.

 

O que a Anatel autorizou?

A decisão de outubro envolve a disponibilização de frequências na banda S para a Starlink desenvolver serviços de comunicação direta com dispositivos móveis.

Segundo a publicação da TELETIME, a autorização contempla blocos de frequências com prazos distintos, incluindo uma parcela de uso temporário. A medida está relacionada à intenção da empresa de oferecer serviços que podem abranger mensagens, voz e transmissão de dados.

O avanço regulatório é importante porque o uso dessas frequências precisa seguir regras que permitam a convivência entre diferentes sistemas de telecomunicações.

A autorização de frequências, por si só, não confirma que todos esses recursos estarão disponíveis desde o lançamento.

 

Quais celulares poderão utilizar o serviço?

A compatibilidade dependerá das especificações técnicas da tecnologia e dos aparelhos autorizados para operação. Por isso, ainda é necessário acompanhar as informações oficiais sobre modelos compatíveis, requisitos de software e eventuais limitações de uso.

Não é possível afirmar que todos os celulares atuais poderão acessar a Starlink Mobile. A compatibilidade também poderá variar conforme os recursos oferecidos e as condições comerciais estabelecidas para o Brasil.

 

Quando a Starlink Mobile chega ao Brasil?

Embora a autorização da Anatel represente um avanço, não há confirmação oficial de que o serviço será lançado comercialmente ainda em 2026.

A implantação dependerá dos próximos passos regulatórios, da preparação técnica da rede e da definição do modelo de operação. Eventuais parcerias com operadoras de telefonia também poderão influenciar a forma como a conectividade será oferecida aos usuários.

Até que haja um anúncio oficial de lançamento, a previsão de estreia deve ser tratada como uma possibilidade, e não como uma data confirmada.

 

O que muda para quem utiliza a internet Starlink?

A novidade poderá ampliar as possibilidades de conectividade em regiões sem cobertura móvel. Enquanto o serviço tradicional utiliza uma antena receptora, a proposta da Starlink Mobile é permitir que o próprio smartphone estabeleça comunicação com os satélites.

A tecnologia pode representar uma alternativa complementar às redes terrestres, especialmente em áreas rurais e locais afastados dos centros urbanos.

O alcance dos serviços, a velocidade de conexão, os preços e a disponibilidade para os consumidores brasileiros dependerão da implementação comercial.

Fontes: Anatel, TELETIME e Data Center Dynamics.