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Ceará registra 13 novos casos de Mpox em outubro e chega a 18 confirmações em 2026

Fortaleza concentra 16 dos registros da doença no Estado. Número contabilizado neste ano já supera em 38,5% o total registrado durante todo o ano de 2025.

Ceará registra 13 novos casos de Mpox em outubro e chega a 18 confirmações em 2026
Casos de MPOX no Ceará

O Ceará registrou um aumento expressivo nos casos confirmados de Mpox em outubro de 2026. Dados da plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), com informações sobre o início dos sintomas até o dia 28 de outubro, apontam 18 confirmações da doença neste ano. Desse total, 13 foram registradas somente no último mês.

Os números mostram que aproximadamente 72% dos casos confirmados em 2026 ocorreram em outubro, indicando uma concentração recente de registros. A maior parte dos pacientes é residente em Fortaleza, município que reúne 16 das 18 confirmações contabilizadas no Estado.

Antes de outubro, o Ceará havia registrado cinco casos neste ano: três em fevereiro, um em março e outro em julho. Os novos registros foram identificados entre os dias 10 e 27 de outubro.

Fortaleza concentra 16 dos 18 casos confirmados

A distribuição dos casos por município mostra uma concentração da doença na capital cearense. Além dos 16 registros em Fortaleza, foram identificados dois casos no interior do Estado, sendo um em Paracuru e outro em Solonópole.

O levantamento da Sesa também revela que todos os pacientes confirmados em 2026 são do sexo masculino.

Em relação à faixa etária, a maior quantidade de registros está entre pessoas de 20 a 29 anos, com oito casos, seguida pelo grupo de 30 a 39 anos, que contabiliza sete confirmações. Outros dois casos foram identificados entre pessoas de 40 a 49 anos e um na faixa etária de 50 a 59 anos.

Casos em 2026 já superam o total de 2025

O cenário epidemiológico também chama atenção quando comparado aos anos anteriores. Em 2022, período de maior circulação da Mpox no Ceará, foram confirmados 429 casos da doença.

Nos anos seguintes, houve redução significativa dos registros. Entretanto, em 2026, o Estado já contabiliza 18 confirmações, cinco a mais que os 13 registrados durante todo o ano de 2025.

A diferença representa um crescimento de aproximadamente 38,5% em relação ao ano passado, considerando os dados disponíveis até 28 de outubro.

Quais são os sintomas da Mpox?

A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral que pode provocar lesões na pele, febre e aumento dos linfonodos, popularmente conhecidos como ínguas.

Entre os principais sintomas estão:

  • Erupções cutâneas e lesões na pele;
  • Inchaço dos linfonodos (ínguas);
  • Febre;
  • Dores musculares e no corpo;
  • Dor de cabeça;
  • Calafrios;
  • Fraqueza.

As manifestações podem durar de duas a quatro semanas. Uma das características mais comuns da doença é o aparecimento de lesões na pele, que podem começar como pequenas bolhas e evoluir para feridas, formando posteriormente crostas.

Em alguns pacientes, a febre e o aumento dos gânglios linfáticos podem surgir antes das lesões cutâneas.

Gestantes, crianças e pessoas imunocomprometidas apresentam maior risco de desenvolver complicações e formas graves da doença, podendo ocorrer problemas como pneumonia e inflamações do sistema nervoso.

Como ocorre a transmissão?

A transmissão da Mpox acontece principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e secreções de uma pessoa infectada. O compartilhamento de objetos e materiais contaminados, como roupas, toalhas e roupas de cama, também pode representar risco.

De acordo com as orientações do Ministério da Saúde, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas.

Por isso, o reconhecimento dos primeiros sinais e a adoção de medidas de prevenção são fundamentais para reduzir a circulação do vírus.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da Mpox é realizado por meio de exames laboratoriais, principalmente testes moleculares, como o PCR, ou técnicas de sequenciamento genético.

A coleta do material é feita preferencialmente a partir da secreção das lesões na pele. Quando as feridas já estão secas, podem ser utilizadas as crostas para análise.

As amostras são encaminhadas para laboratórios de referência, responsáveis pela confirmação da presença do vírus.

Mpox tem cura? Como funciona o tratamento?

Na maioria dos casos, a Mpox é uma doença autolimitada, ou seja, o organismo consegue superar a infecção após algumas semanas, sem deixar consequências graves.

Apesar disso, alguns pacientes, especialmente crianças, gestantes e pessoas com imunidade comprometida, podem desenvolver complicações e necessitar de acompanhamento médico mais intensivo.

Atualmente, não há um medicamento específico amplamente aprovado para o tratamento da Mpox. A assistência médica é direcionada principalmente para:

  • Alívio dos sintomas;
  • Prevenção e tratamento de possíveis complicações;
  • Cuidados clínicos de suporte.

A avaliação por profissionais de saúde é importante diante de sintomas suspeitos, especialmente para pessoas que fazem parte dos grupos de maior risco.

Como prevenir a Mpox?

A principal medida de prevenção é evitar o contato direto com lesões na pele de pessoas infectadas. Também é recomendado não compartilhar objetos de uso pessoal e adotar cuidados de higiene.

Entre as orientações estão:

  • Higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel, principalmente após contato com pessoas infectadas;
  • Evitar compartilhar toalhas, roupas, lençóis, escovas de dentes, talheres e outros objetos pessoais;
  • Lavar roupas e objetos que possam ter entrado em contato com lesões ou secreções utilizando água e detergente;
  • Limpar e desinfetar superfícies potencialmente contaminadas;
  • Evitar contato direto com as lesões de pessoas infectadas, utilizando luvas descartáveis quando esse contato for indispensável;
  • Descartar adequadamente materiais contaminados, como curativos;
  • Evitar contato desprotegido com animais silvestres doentes ou mortos em regiões onde o vírus circula entre animais.

Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem seguir as orientações das autoridades de saúde, incluindo o isolamento durante o período de transmissão.

Especialista alerta grupos mais vulneráveis

O infectologista Danilo Campos recomenda atenção especial às pessoas que apresentam maior risco de desenvolver complicações, como gestantes, crianças e indivíduos imunocomprometidos.

Entre as orientações estão evitar deslocamentos para locais com alta incidência da doença e reduzir a exposição a situações de maior risco de transmissão.

O especialista também destaca a importância da prática de sexo seguro e da adoção de medidas preventivas para diminuir as possibilidades de contágio.

Diante do aumento dos registros no Ceará, a atenção aos sintomas, a busca por atendimento médico e os cuidados para evitar a transmissão são fundamentais para conter a disseminação da Mpox no Estado.